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PATOLOGIAS /

IMPACTO FEMUROACETABULAR

Em um passado recente, grande número de pessoas jovens com dor no quadril, principalmente durante atividade física, não apresentava diagnóstico ou tratamento específicos, sendo recomendado o uso de medicação para dor e restrição de atividade física. Entretanto, alguns casos, evoluíam para desgaste, com diagnóstico simples de artrose. O médico atuava como mero observador, sem poder interferir no inevitável. Hoje sabe-se que muitas pessoas apresentavam uma doença ocasionada pela alteração do formato normal do encaixe do quadril, denominada de Impacto Femuroacetabular.

Trata-se de uma condição que resulta no contato anormal entre o encaixe da bacia e a cabeça do fêmur, que ocorre durante os movimentos, provocando lesões na cartilagem lateral desta cavidade. Geralmente o impacto ocorre por alteração da esfericidade da cabeça femoral, que se apresenta ovalada, ou por aumento da cobertura da cavidade da bacia sobre a cabeça do fêmur. Este contato predispõe a lesão na cartilagem lateral do quadril, denominada labrum ou lábio.

O principal sintoma desta patologia é a dor. Esta, localizada na região da virilha ou profunda no quadril, de longa duração e com piora progressiva. Ocorre normalmente ao permanecer sentado, agachar, entrar e sair do carro, calçar sapato, andar de bicicleta e correr. O exercício pode ser fator de piora, principalmente se houver grandes amplitudes de movimento do quadril, como lutas e balé.

O principal procedimento cirúrgico para o tratamento do impacto femuroacetabular é a Videoartroscopia. Uma cirurgia minimamente invasiva realizada por duas ou três incisões de um centímetro na pele, onde se introduz câmera e instrumentais específicos para a retirada de excesso de osso e o reparo da lesão do lábio e da cartilagem.

PERGUNTAS FREQUENTES

Estas informações jamais substituirão a consulta ou a conversa com seu médico, mas são úteis para esclarecer as principais dúvidas. Na Voglia Ortopedia temos uma equipe preparada e motivada para cuidar e apoiar você em suas decisões.

COMO É FORMADA A ARTICULAÇÃO DO QUADRIL?
A articulação do quadril é formada pelo encaixe perfeito de uma bola (cabeça do fêmur) e de um soquete (cavidade da bacia, acetábulo), com movimentos precisos de rolamento. Entre estes dois ossos existe a cartilagem que é lubrificada pelo líquido articular. Para manter este líquido sempre dentro deste espaço, existe uma cartilagem específica em toda a borda da cavidade da bacia, denominada lábio.

Com grande mobilidade, a articulação do quadril auxilia em atividades do cotidiano, como sentar, calçar sapato, subir escadas. Pequenas alterações do formato da articulação podem gerar sobrecarga em estruturas periférica, principalmente o lábio e predispor a lesão de cartilagem e consequentemente desgaste.
QUAIS SÃO OS TIPOS DE IMPACTO FEMOROACETABULAR?
Quando a deformidade ocorre na alteração da esfericidade da cabeça do fêmur recebe o nome de Came e é mais comum entre homens de 20 a 30 anos. Caracterizada pela presença de um contorno ósseo abaulado, com aumento de volume na lateral da cabeça do fêmur, que se assemelha a um cabo de pistola.

Quando a deformidade ocorre por excesso de cobertura da cavidade do acetábulo, com presença de proeminência óssea na sua porção anterior ou lateral, recebe o nome de Pincer (pinçamento), na qual a cabeça é excessivamente coberta por esta cavidade, sendo mais comum em mulheres de meia idade.

Existe ainda o tipo misto, que se caracteriza tanto pela combinação de certo grau do Came e do Pincer na mesma pessoa.
EXISTE UM PÚBLICO DE RISCO PARA DESENVOLVER A DOENÇA?
Acredita-se que grande parte destas deformidades são decorrentes de alterações do quadril ainda na adolescência. Estudos comprovam que adolescentes com alto nível de atividade física e praticantes de esportes que envolvem grandes amplitudes de movimento, apresentam maiores riscos de desenvolverem impacto femuroacetabular.

O paciente típico é o adulto jovem que pratica esporte com flexão do quadril, como balé e artes marciais, apresentando-se como uma distensão na virilha que não cicatriza. Com o avanço da doença, o paciente pode apresentar travamento do quadril, sensação de bloqueio de movimento, mancar e ter dificuldade para sair do carro, calçar sapato e permanecer em pé. Em muitos casos, os pacientes também apresentam comprometimento de estruturas ao redor da articulação do quadril, como tendões dos músculos glúteos, coluna, articulação sacroilíaca e púbis.

Qualquer dor profunda na articulação do quadril deve ser avaliada por profissional experiente na tentativa de encontrar a causa da dor e prevenir lesão futura.
QUE EXAMES CONFIRMAM O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA?
O diagnóstico só pode ser determinado por exames de imagem, sendo o exame inicial de eleição, a radiografia, que mostra o formato da bacia e alterações grosseiras do encaixe do quadril. As alterações da cabeça do fêmur e do acetábulo são vistas em radiografia específicas da articulação. Após a constatação de problemas no formato da articulação, que podem ser a causa do impacto, deve-se analisar o tamanho do dano ocasionado na cartilagem lateral do quadril, o lábio. Nesta etapa, o melhor exame é a ressonância, pois mostra a porção óssea, o lábio, a cartilagem articular e permite traçar os melhores ângulos para detecção de alterações que podem não ser visíveis na radiografia convencional. Estes exames, associados ao exame físico e história do paciente, servem de base para a melhor indicação do tratamento.
QUAL É O TRATAMENTO MAIS INDICADO PARA ESSA PATOLOGIA?
O tipo de tratamento deve ser baseado nos sintomas, no perfil do paciente e na presença de desgaste da cartilagem articular. Quando o paciente for jovem, ativo, apresentar dor no quadril associado a impacto com lesão do lábio, é consenso que deva ser feita intervenção para prevenir o início ou impedir o avanço de uma artrose.

Os princípios do tratamento cirúrgico são corrigir as deformidades dos ossos e reparar a lesão de cartilagem. Isto permite uma maior mobilidade do quadril e a reversão do impacto do fêmur sobre o acetábulo. Tal medida apresenta resultados positivos, pois visa tratar não apenas a lesão de cartilagem, mas a causa do problema. O que antigamente esperava-se acontecer o desgaste completo para substituir a articulação por prótese, hoje, tenta-se salvar a articulação com cirurgias preservadoras.

Para isso, o diagnóstico precoce e correto precisa acontecer.

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