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PATOLOGIAS /

SÍNDROME DO PIRIFORME

A Síndrome do Piriforme é causada por uma compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme, localizado na região profunda da nádega.

Ela nada mais é do que uma das diversas formas de se comprimir um nervo.

Para entender melhor este conceito, precisamos conhecer a anatomia desta região do quadril. O músculo piriforme encontra-se na região posterior do quadril. O nervo ciático tem uma relação muito próximo com o músculo e pode até, em alguns casos, passar pelo meio de suas fibras – observe a figura ao lado.

Qualquer fator que desequilibre esta contato próximo entre nervo e músculo, pode ocasionar a Síndrome do Piriforme.

Duas situações apresentam forte associação com esta patologia:

• Alteração da anatomia normal do músculo ou do nervo. Colo mencionado antes, o nervo pode sair no meio da musculatura e gerar uma tensão excessiva que o inflama. Além disso, algumas pessoas podem ter o nervo ciático bifurcado, dividido, nesta área, o que gera a mesma alteração.

• Contratura excessiva do músculo piriforme. Esta adaptação pode se relacionar com hábitos do cotidiano, como permanecer muito tempo sentado, dirigir longas distâncias ou realizar atividade física com sobrecarga dos músculos do quadril.

PERGUNTAS FREQUENTES

Estas informações jamais substituirão a consulta ou a conversa com seu médico, mas são úteis para esclarecer as principais dúvidas. Na Voglia Ortopedia temos uma equipe preparada e motivada para cuidar e apoiar você em suas decisões.

Quais são as principais causas da Síndrome do Piriforme?
• Ficar muito tempo sentado. Como em escritórios, salas de aula, dirigindo um carro ou caminhão.

• Alterações da anatomia do local, que pode ser no nervo ciático ou no músculo piriforme.

• Exercícios excessivos para os glúteos. Principalmente observado em mulheres que abusam de exercícios para esta região de forma intensa e rápida, não respeitando o período de adaptação do organismo.

• Falta de alongamento.

• Sentar em cima da carteira.

• Trauma na região, que possa ocasionar fibrose ou aderência.

• Espasmo da musculatura, que pode ocorrer como compensação de algum outro problema como artrose ou inflamação em estruturas próximas.

• Esportes como ciclismos.
Existe um exame específico para a Síndrome do Piriforme?
Não. A suspeita desta síndrome se dá pela história e característica de dor do paciente associado a um exame físico realizado por profissional qualificado.

Os exames complementares são para confirmar os achados, mas as vezes eles não detectam o problema especificamente.

Entre os exames indicados estão:

• Radiografia de bacia. Realizado para compreensão anatômica da pelve óssea e para descartar alterações como tumores ou fraturas.

• Ressonância Magnética. Podem ser solicitadas ressonâncias da coluna e do quadril. Não raramente, a Síndrome do Piriforme pode se confundir com uma compressão do nervo ciático na coluna, como nos casos de hérnia de disco. A ressonância da região glútea também é usada para mostrar alterações anatômicas do músculo piriforme.

• Eletroneuromiografia de membros inferiores. Este exame é utilizado para detectar alterações do nervo ciático.

• Neurografia por Ressonância. Utilizado para demonstrar inchaço ou alterações ao redor do nervo ciático.

• Eletromiografia. Registra a atividade elétrica do músculo.
Como é o tratamento?
Indivíduos com o diagnóstico da Síndrome do Piriforme devem parar temporariamente qualquer atividade física. Realizar exercícios no período da reabilitação pode retardar o equilíbrio da musculatura e perpetuar a inflamação do nervo ciático.

Evitar permanecer longos períodos sentados também faz parte do tratamento inicial. Nesta posição, o músculo fica mais tensionado, gerando maior pressão.

Terapia com relaxamento e alongamento da musculatura posterior do quadril e do piriforme são muitos úteis em associação com medicamentos para o controle da inflamação e dor. Combinação de terapia manual com terapia anti-inflamatória podem auxiliar no início do tratamento. Após esta fase, um protocolo de fortalecimento, focado na correção da biomecânica corporal, é fundamental para que a dor não retorne.

Infiltração pode ser uma alternativa para casos crônicos ou para dores incapacitantes.

A cirurgia só é necessária em casos graves e quando se tem uma alteração mecânica para corrigir.

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